Caminhava pela rua mais uma vez, voltando para sua casa depois de mais um dia de trabalho. Mas havia algo que sempre pensava ao voltar para casa, assim como muitas outras vezes já havia pensado. Sempre gostou de filmes de suspense, assassinatos. Sempre gostou do lado negro da sociedade, do lado obscuro. Sempre gostou de coisas que muitos não gostam ou acham 'saudável' para sua vida. Não gostava nem usava nada ilícito, não queria se destruir. Não via necessidade naquilo, no ato da auto-destruição. Começou a pensar na vida das pessoas a sua volta, enquanto caminhava, o que elas pensavam, o que faziam. Sempre gostou da morte. Algo certo, sem opções de rumo ou de espera, não há como fugir da morte. Ela vem onde você estiver, a hora que quiser. Não que ela seja uma forma de vida espiritual, ele não acredita nisso. Mas apenas metafóricamente falando como se ela fosse algum ser. Não compreendia por que tantos temiam a morte. Algo que não é nenhum castigo, e sim uma libertação. Mas ele pensava, enquanto caminhava em direção a sua moradia. Avistou uma mulher, andando a alguns metros a sua frente. Apressou o passo, quase alcançando a mulher. Ela notou que estava sendo seguida. Olhava discretamente para trás. Percebeu que havia uma pessoa atrás dela. Não deveria ter mais de 35 anos. Ela era mais baixa que o homem que a seguia. Ele era mais alto, e robusto. Evidentemente mais forte que ela. Ela começou a andar mais rápido. Ele a seguia mais de perto agora. Ela olhava pra trás seguidamente, olhando o seu perseguidor discretamente. Ele percebeu que ela estava començando a ficar aflita. Ele percebeu que ela começou a ficar preocupada. Ele percebeu que ela estava com medo. Ele gostou disto. Ele gostou de sentir isto. Ele gostou de causar isto. Ele a seguiu por mais uns metros.
E então, como um golpe do destino, aconteceu o inesperado para ambos...
quarta-feira, outubro 09, 2002
Cansou da vida. Decidiu acabar com sua medríocre e sem sentido vida enfadonha. Daria um fim ao seu sofrimento. Queria uma forma rápida, sem dor e sofrimento, chega de sofrer, cansou de sofrer tanto em vida, não queria sofrer também na morte. Pensou como seria bom ter uma arma em casa. Resolveria muito bem a questão. Rápido e fatal. Mas as vezes pode haver o perigo de não morrer, e passar o resto da fútil vida como um vegetal ou com sequelas irrecuperáveis. Poderia usar a forca, mas como pensou antes, não gostaria de sofrer e ter o desespero expresso em sua face após a morte. Se tivesse carro, usaria o gás carbônico, fatal e mata sem desespero, preenchendo o lugar do oxigênio em seu corpo, fazendo com que o cérebro não processe mais oxigênio. Mas não tem carro, nem garagem.
Então, decidiu a forma perfeita de morrer, e tomou as precauções necessárias para o ato fatal... A forma que decidiu foi a melhor imaginada, mas somente ela saberia a forma que morreu...
Então, decidiu a forma perfeita de morrer, e tomou as precauções necessárias para o ato fatal... A forma que decidiu foi a melhor imaginada, mas somente ela saberia a forma que morreu...
segunda-feira, outubro 07, 2002
Já passava da meia noite. Ela gostava de ficar em casa de madrugada, assitindo na tv velhos filmes e seriados. Não gostava muito de sair, pois não sabia lidar direito com as pessoas.
Assim como várias noite, ela ficou deitada, depois de ver mais um filme de suspense na tv. Aqueles que a moçinha sempre se salva no final, e o bandido morre. Mas até onde a vida imita a ficção ? Ou seria a ficção que imita a vida ? Foi nesta noite que ela descobriu.
Estava deitada lendo seu livro, quando resolveu beber um pouco de água. Desceu, vestindo apenas uma camiseta e uma calcinha, não gostava de ficar deitada com muita roupa. Não ligava as luzes, sabia o caminho de sua própria casa. Entrou na cozinha. Abriu a geladeira, a pequena luz interna adentrou a cozinha, dando um pouco de luminozidade. Bebeu com vontade um copo de água, e colocou-o dentro da pia. Voltou para seu quarto, e deitou na cama novamente, e se aconchegou novamente no meio dos lençois, e começou a reler seu livro. Depois de alguns minutos adormeceu.
Meio da madrugada. Um barulho vindo da porta da frente do apartamente dela a faz acordar. Ela fica deitada, observando o barulho e tentando descobrir o que é isto. Ela se senta na cama. Ela sabe o que foi o barulho. A porta da frente do seu apartamente estava se fechando ! A distância entre a sala e o quarto não era muito grande, mas ela deu um pulo e correu em direção à porta do quarto, e a trancou. O que ela faria ? Não tem telefone no seu quarto, o celular esta na bolsa, que ficou no sofá da sala. Ela mora no 7º andar, não tem como sair pela janela.
A maçaneta da porta gira. ELa congela no lugar, sua força de vontade some. Apenas se mantêm estática no lugar, olhando a maçaneta se mexer de um lado para o outro. Aquele momento parece durar uma eternidade. Alguém havia entrado em sua casa, alguém estava tentando entrar em seu quarto ! O que ele queria ? Estuprá-la ? Roubá-la ? Matá-la ?... A idéia correu como um imenso calafrio pela sua espinha. Matá-la. Quem estivesse ali do outro lado da porta poderia muito bem querer matá-la.
Ela correu para o quanto do quarto, e se agachou, ficando acocada no canto, segurando os joelhos com os braços, e com o olhar fixo na porta, e ficou observando a porta, que poderia trazer a temida morte para ela.
Foi quando derepente a porta se abriu, e ela teve o maior e terrível susto de sua vida...
Assim como várias noite, ela ficou deitada, depois de ver mais um filme de suspense na tv. Aqueles que a moçinha sempre se salva no final, e o bandido morre. Mas até onde a vida imita a ficção ? Ou seria a ficção que imita a vida ? Foi nesta noite que ela descobriu.
Estava deitada lendo seu livro, quando resolveu beber um pouco de água. Desceu, vestindo apenas uma camiseta e uma calcinha, não gostava de ficar deitada com muita roupa. Não ligava as luzes, sabia o caminho de sua própria casa. Entrou na cozinha. Abriu a geladeira, a pequena luz interna adentrou a cozinha, dando um pouco de luminozidade. Bebeu com vontade um copo de água, e colocou-o dentro da pia. Voltou para seu quarto, e deitou na cama novamente, e se aconchegou novamente no meio dos lençois, e começou a reler seu livro. Depois de alguns minutos adormeceu.
Meio da madrugada. Um barulho vindo da porta da frente do apartamente dela a faz acordar. Ela fica deitada, observando o barulho e tentando descobrir o que é isto. Ela se senta na cama. Ela sabe o que foi o barulho. A porta da frente do seu apartamente estava se fechando ! A distância entre a sala e o quarto não era muito grande, mas ela deu um pulo e correu em direção à porta do quarto, e a trancou. O que ela faria ? Não tem telefone no seu quarto, o celular esta na bolsa, que ficou no sofá da sala. Ela mora no 7º andar, não tem como sair pela janela.
A maçaneta da porta gira. ELa congela no lugar, sua força de vontade some. Apenas se mantêm estática no lugar, olhando a maçaneta se mexer de um lado para o outro. Aquele momento parece durar uma eternidade. Alguém havia entrado em sua casa, alguém estava tentando entrar em seu quarto ! O que ele queria ? Estuprá-la ? Roubá-la ? Matá-la ?... A idéia correu como um imenso calafrio pela sua espinha. Matá-la. Quem estivesse ali do outro lado da porta poderia muito bem querer matá-la.
Ela correu para o quanto do quarto, e se agachou, ficando acocada no canto, segurando os joelhos com os braços, e com o olhar fixo na porta, e ficou observando a porta, que poderia trazer a temida morte para ela.
Foi quando derepente a porta se abriu, e ela teve o maior e terrível susto de sua vida...
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