Sabia que sempre que gostava de alguém ele a feria, mesmo sem ter a intenção. Tinha o dom de magoar, sem querer, as vezes fazia sem saber porque fazia, como se fosse outra pessoa. Imaginava se não teria uma segunda personalidade, ou então seria a sua verdadeira identidade que tentava se revelar ? Não sabia ao certo, apenas sabia que tinha o dom de afastar as pessoas ao seu redor, de passar um único sentimento para os outros. Dor.
Talvez seja porque durante sua vida tenha recebido muita dor ao invés de alegrias...
Mas finalmente parece que alguma coisa aparece para lhe trazer alguma felicidade. Finalmente, quem sabe poderá ter alguns momentos de alegria...
Finalmente...
sábado, outubro 26, 2002
quarta-feira, outubro 23, 2002
A vida havia se tornado amarga já há alguns anos. Quando achava que a vida estava melhorando, ela caía novamente, em um poço profundo. Amarga e dolorosa, não fisicamente, mas mentalmente, que provavelmente era pior que a física, pois demora mais para curar. Não bastava todas as perdas que já havia tido, continuava a perder cada vez mais coisas que achava que poderia gostar. Coisas que pensava que o poderiam deixar pelo menos um pouco mais feliz. Ninguém nunca se importou de ver a sua situação, o seu lado. Suas vontades, seus gostos, suas idéias? Importavam ? Acho que só para ele. A dor que sentia no peito crescia cada vez mais, ficando cada vez mais presente. A dor no peito cada vez mais o consumia, e o fazia sentir que iria perder a luta. A luta contra a vida que tinha. Contra a tristeza e a solidão que o rondava.
Fazer o que... É a vida...
Fazer o que... É a vida...
terça-feira, outubro 22, 2002
Mais um texto feito pela mary-jane
* * *
Passeava pela cidade com seu carro, um carro que acabara de comprar, estofado novo, bancos novos, cheirinho de novo. Passando por um ponto de ônibus, ele vê uma mulher, uma mulher que ele se encanta, de cabelos negros, ondulados e muito compridos. Ela tinha olhos “azuis acinzentados”, da cor de um céu para dias de chuva, como naquele dia. Era linda, simetria perfeita, uma mulher apaixonante. Vestia roupa preta, e, como era de se esperar, ele se apaixona por essa mulher.
Os dias passam, e aquele rapaz não tira aquela pessoa da sua mente, sendo assim, ele começa a todos os dias passar na frente daquele ponto de ônibus.
Depois de uma semana passando todos os dias pelo mesmo lugar, um belo dia ele pára um pouco a frente daonde ela está todos os dias. Cuida a moça pelo retrovisor, é quando ele percebe que ela sorri pra ele e vem em sua direção. Ela fala com ele, sorri muito também. Ele se encanta mais ainda por aquela beleza toda, antes apenas linda por fora, agora linda por dentro também.
Horas.....dias....semanas se vão, eles em constantes encontros, ela sempre muito amável e ele cada vez mais apaixonado.
Namoram.....1 mês, 2 meses, 3 meses....Cada dia que passa ele se apaixona mais, e seu tesão pela sua Deusa aumenta. Numa noite chuvosa, exatamente igual a do dia em que ele a viu pela primeira vez, eles vão a um motel. Tudo está perfeito, champanhe, morangos, carinhos, palavras excitantes ao pé do ouvido....o clima vai esquentando...esquentando....
Ele olha para seu rosto e não acredita que conquistou a mulher mais linda, a mulher de seus sonhos, a mais bela de todas.
Então, num golpe do destino, sabe-se lá se de sorte ou azar, ele olha para o espelho que está a cima deles, a fim de ver sua amada, contemplar sua beleza mais ainda....mas ele vê apenas uma pessoa. Ele mesmo....
* * *
Passeava pela cidade com seu carro, um carro que acabara de comprar, estofado novo, bancos novos, cheirinho de novo. Passando por um ponto de ônibus, ele vê uma mulher, uma mulher que ele se encanta, de cabelos negros, ondulados e muito compridos. Ela tinha olhos “azuis acinzentados”, da cor de um céu para dias de chuva, como naquele dia. Era linda, simetria perfeita, uma mulher apaixonante. Vestia roupa preta, e, como era de se esperar, ele se apaixona por essa mulher.
Os dias passam, e aquele rapaz não tira aquela pessoa da sua mente, sendo assim, ele começa a todos os dias passar na frente daquele ponto de ônibus.
Depois de uma semana passando todos os dias pelo mesmo lugar, um belo dia ele pára um pouco a frente daonde ela está todos os dias. Cuida a moça pelo retrovisor, é quando ele percebe que ela sorri pra ele e vem em sua direção. Ela fala com ele, sorri muito também. Ele se encanta mais ainda por aquela beleza toda, antes apenas linda por fora, agora linda por dentro também.
Horas.....dias....semanas se vão, eles em constantes encontros, ela sempre muito amável e ele cada vez mais apaixonado.
Namoram.....1 mês, 2 meses, 3 meses....Cada dia que passa ele se apaixona mais, e seu tesão pela sua Deusa aumenta. Numa noite chuvosa, exatamente igual a do dia em que ele a viu pela primeira vez, eles vão a um motel. Tudo está perfeito, champanhe, morangos, carinhos, palavras excitantes ao pé do ouvido....o clima vai esquentando...esquentando....
Ele olha para seu rosto e não acredita que conquistou a mulher mais linda, a mulher de seus sonhos, a mais bela de todas.
Então, num golpe do destino, sabe-se lá se de sorte ou azar, ele olha para o espelho que está a cima deles, a fim de ver sua amada, contemplar sua beleza mais ainda....mas ele vê apenas uma pessoa. Ele mesmo....
segunda-feira, outubro 21, 2002
Almeida, rapaz ativo, jovem, com uma carreira promissora numa grande empresa de advocacia, Ele parecia ter tudo que sempre quis. Era estável financeiramente, tinha uma bela casa, carro, morava em um bom ponto da cidade. Almeida parecia ter tudo, mas tinha um pequeno defeito, um pequeno vicio.
Almeida era viciado em comer tatu de nariz. Ele comeu o primeiro tatu logo após ver uma cena em um filme onde um garoto fazia isso, e resolveu experimentar. Maldito filme, pois após colocar o primeiro tatu de nariz em sua boca, seu vicio teve início. Almeida era terrível na infância, vivia cutucando seu nariz e comendo seus tatus.
Na adolescênia Almeida não tinha muito sucesso com as garotas, pois saía em um encontro e voltava sozinho, pois a garota não gostava muito de ter alguém do seu lado que comia tatu de nariz. Alêm dos ranhos.
Almeida parecia que conseguia esconder seu vicio de todos agora que era mais maduro. Sempre que podia ia ao banheiro para comer alguns tatus de seu nariz, que já era cheio de ferida dentro, mas ele já havia se acostumado a comer as cascas de ferida também. Mas foi em uma conferência da empresa que Almeida pagaria seus pecados.
Estava Almeida e sua chefe, conversando com um forte advogado que era sócio da empresa, e uma bela mulher flertava com Almeida. Almeida ia bem, até que seu vicio resolveu lhe atacar. Aquele incomodação nasal o dominava cada vez mais, e Almeida se segurava cada vez mais para dominar sua vontade. Colocara as mãos nos bolsos do paletó, tentara ir no banheiro, mas sua chefe o segurava, não queria causar má impressão ao chefe. Foi quando aconteceu.
Almeida num impulso de raiva solta um grito assutador no meio de todos, e rasga sua camisa, e começa a mexer em seu nariz com as duas mãos, logo após comendo todos os tatus do nariz que conseguiu retirar.
Depois daquele dia, ninguém mais foi o mesmo. A chefe de Almeida está em um hospício desde aquele dia. O sócio morreu de um enfarte fulminante, mas não na festa, e sim 15 dias depois fazendo sexo com a bela mulher que o acompanhava, que era sua secretária.
Almeida vive bem. Perdeu seu emprego no escritório de advocacia, mas se mantém bem com os patrocínios e propagandas, como sendo o Maior Homem Comedor de Tatu de Nariz do mundo, e entrou para o Guinness.
Almeida morreu 2 dias depois vítima de um atropelamento causado por uma manada de elefantes africanos selvagens.
Coisas da vida...
Almeida era viciado em comer tatu de nariz. Ele comeu o primeiro tatu logo após ver uma cena em um filme onde um garoto fazia isso, e resolveu experimentar. Maldito filme, pois após colocar o primeiro tatu de nariz em sua boca, seu vicio teve início. Almeida era terrível na infância, vivia cutucando seu nariz e comendo seus tatus.
Na adolescênia Almeida não tinha muito sucesso com as garotas, pois saía em um encontro e voltava sozinho, pois a garota não gostava muito de ter alguém do seu lado que comia tatu de nariz. Alêm dos ranhos.
Almeida parecia que conseguia esconder seu vicio de todos agora que era mais maduro. Sempre que podia ia ao banheiro para comer alguns tatus de seu nariz, que já era cheio de ferida dentro, mas ele já havia se acostumado a comer as cascas de ferida também. Mas foi em uma conferência da empresa que Almeida pagaria seus pecados.
Estava Almeida e sua chefe, conversando com um forte advogado que era sócio da empresa, e uma bela mulher flertava com Almeida. Almeida ia bem, até que seu vicio resolveu lhe atacar. Aquele incomodação nasal o dominava cada vez mais, e Almeida se segurava cada vez mais para dominar sua vontade. Colocara as mãos nos bolsos do paletó, tentara ir no banheiro, mas sua chefe o segurava, não queria causar má impressão ao chefe. Foi quando aconteceu.
Almeida num impulso de raiva solta um grito assutador no meio de todos, e rasga sua camisa, e começa a mexer em seu nariz com as duas mãos, logo após comendo todos os tatus do nariz que conseguiu retirar.
Depois daquele dia, ninguém mais foi o mesmo. A chefe de Almeida está em um hospício desde aquele dia. O sócio morreu de um enfarte fulminante, mas não na festa, e sim 15 dias depois fazendo sexo com a bela mulher que o acompanhava, que era sua secretária.
Almeida vive bem. Perdeu seu emprego no escritório de advocacia, mas se mantém bem com os patrocínios e propagandas, como sendo o Maior Homem Comedor de Tatu de Nariz do mundo, e entrou para o Guinness.
Almeida morreu 2 dias depois vítima de um atropelamento causado por uma manada de elefantes africanos selvagens.
Coisas da vida...
- Já terminou de comer ?
- Tô terminando, por que ?
- Só pra saber. Gostou ?
- Bom, não que se possa fazer muitas reclamações...
- Há seu infeliz, me matei pra fazer isso aí pra ti !
- Porra, não inventa, tu só teve o trabalho de matar. Aliás nem foi tu, isso aqui tá que é uma carniça.
- Tá, não reclama, pelo menos tu tem o que comer.
- É, fazer o que...
- Poisé.
- Terminei.
- Então leva a carcaça pra fora e dá pro cachorro um pouco.
Um dia na vida de um necrófago.
- Tô terminando, por que ?
- Só pra saber. Gostou ?
- Bom, não que se possa fazer muitas reclamações...
- Há seu infeliz, me matei pra fazer isso aí pra ti !
- Porra, não inventa, tu só teve o trabalho de matar. Aliás nem foi tu, isso aqui tá que é uma carniça.
- Tá, não reclama, pelo menos tu tem o que comer.
- É, fazer o que...
- Poisé.
- Terminei.
- Então leva a carcaça pra fora e dá pro cachorro um pouco.
Um dia na vida de um necrófago.
Sentou-se na cama, pensando em coisa alguma, olhando para o nada, vagando em pensamentos fúteis, sentindo-se só, sem alguêm do seu lado, sentindo-se triste. Já havia sentido esse sentimento antes, não gostava de se sentir-se assim.
Sentiu-se assim por uns instantes, até que uma mão pousou em seu ombro, e um beijo lhe cobriu a face, e um abraço a enlaçou, fazendo o sentimento de tristeza e solidão sumir. Ele também se sentia assim as vezes, e gostava de estar ao lado dela. Ela sabia que ele gostava de ficar ali com ela, junto. Ele sabia que o tempo deles juntos seria pouco, mas gostaria de aproveitar ao máximo o pouco tempo ali do seu lado.
Ela também.
Sentiu-se assim por uns instantes, até que uma mão pousou em seu ombro, e um beijo lhe cobriu a face, e um abraço a enlaçou, fazendo o sentimento de tristeza e solidão sumir. Ele também se sentia assim as vezes, e gostava de estar ao lado dela. Ela sabia que ele gostava de ficar ali com ela, junto. Ele sabia que o tempo deles juntos seria pouco, mas gostaria de aproveitar ao máximo o pouco tempo ali do seu lado.
Ela também.
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